sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O debate sobre o pagode e o projeto da Deputada Luiza Maia (PT)

A deputada estadual Luiza Maia (PT) acendeu a mídia baiana e nacional com a proposta do Projeto de Lei que pretende proibir o poder público de contratar bandas cujas músicas incentivam o preconceito e a violência contra as mulheres. Interpretado de várias maneiras, o projeto ganhou aliados e também inimigos, em especial os pagodeiros baianos. A “guerra” entre a deputada e os pagodeiros foi incentivada pela mídia que divulgou que a deputada era contra essa classe artística. A classe reagiu afirmando que Luiza só “queria aparecer”.

“O projeto não é polêmico, é simples, o problema foi que uma parte da mídia disse que eu estava contra o pagode aí o pessoal do pagode teve uma reação, mas o projeto é simples: a proposta é que o dinheiro público não contrate bandas de músicas que incentivem, reforcem a desigualdade, o desrespeito, o preconceito, que incentivem a violência, que depreciem a imagem da mulher porque tem muita música aí que realmente a gente tem que discutir com esse pessoal pra dar um tempo. E não é só pagode não, eu não tenho nada contra o ritmo, tenho contra a letra de qualquer ritmo que agride a mulher, que incentiva a violência”, declarou a deputada no programa Rádio Comunidade.

Segundo Luisa Maia, as mulheres têm reagido contra esse tipo de música, já tinham procurado a deputada “indignadas com a falta de respeito de certas músicas” pedindo que se fizesse algo, que se pensasse numa solução para a situação. “Além de a mulher ser colocada como objeto sexual agora a mulher é igual à lata um chuta e outro cada, é igual à cadela dá a pata, balança o rabo...rala o não sei o que no chão, e aí há um tempo o movimento feminista vem com a gente discutindo o que fazer...um monte de coisas absurdas...mas ninguém achava uma saída pra enfrentar essa campanha, essa baixaria contra as mulheres...agora que sou deputada eu fiz esse projeto, a gente só conseguiu dar entrada em junho, é esse o motivo: as mulheres não merecem essa campanha de depreciação, de desvalorização que algumas bandas fazem”, discursa a deputada.

Sobre o apoio que tem recebido Luiza disse que o governador não se pronunciou, mas a secretaria da mulher já se posicionou favorável, o secretário do turismo também. Segundo ela, 10 deputadas, mais 25 deputados estão abraçando essa causa. “Esse projeto é uma reação, estamos reagindo, a sociedade tem me apoiado, tem alguns machistas que estão incomodados, que não tem o menor respeito pelas mulheres, e a própria indústria da cultura da baixaria contra a mulher, que ganha muito dinheiro porque os municípios e os estados pagam, vão ter que cantar outro tipo de música”, enfatiza Luiza.

A deputada acredita que o projeto que ela propõe beneficiará toda a sociedade, pois a valorização da mulher é uma questão que diz respeito a todos. “Temos o direito de viver numa sociedade que nos valorize, nos respeite, que não valorize a violência, que não incentive, inclusive, a pedofilia que a gente ver crianças com roupas inadequadas, danças inadequadas, uma erotização das crianças antes do tempo... Como política para mulheres temos a secretaria estadual da mulher, secretarias municipais que lutam pelos direitos da mulher, pagar essas bandas é ir na contra mão dessa política, temos de combater e uma forma é essa, o dinheiro público não deve incentivar isso”, declara.



Acusada pelos pagodeiros de querer “aparecer” ao propor um projeto considerado polêmico, Luiza Maia diz que “na verdade eles não têm argumentos pra defender a música horrorosa que fazem, aí inventaram essa bobagem. O problema é que ninguém nunca fez isso, muita gente me disse que eu era louca, que isso arrastava multidões, mas eu quero ver se no dia que as prefeituras começaram a colocar bandas que valorizem a mulher se vão sentir falta dessas aí, não vão nem lembrar, esse projeto hoje é discutido no Brasil todo, eu recebo diversos e-mails apoiando, foi um grito que estava preso na garganta... estão me ameaçando até de morte e eu estou pouco ligando pra isso... não tive medo nem da ditadura, quanto mais de gente que produz baixaria”, finaliza a corajosa deputada.

 Fonte: Revista Muito


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mutirão: Vara da Violência Doméstica Contra a Mulher realiza 300 audiências

O primeiro mutirão da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, promovido entre os dias 7 e 11 de novembro, alcançou a meta prevista apesar do mau tempo atrapalhar os trabalhos.


No total, foram realizadas 303 audiências para reavaliar as situações de mulheres que estão sob medidas protetivas, a fim de definir o prosseguimento ou não da ação penal.

As audiências, no formato de conciliação, contaram apenas com a presença das vítimas. Na oportunidade, as mulheres informavam se ainda estavam sofrendo algum tipo de violência ou se gostariam de suspender a ação contra o agressor.

Devido às fortes chuvas que castigaram Salvador na semana passada, principalmente na segunda e terça-feira, algumas audiências foram adiadas para a Semana Nacional de Conciliação que, na Bahia, ocorre entre os dias 21 de novembro a 2 de dezembro.  Porém, independente dos adiamentos, a iniciativa é considerada um sucesso. “Muitas mulheres desistiram da ação penal, pois já estavam bem, com a vida regularizada”, explica a juíza Márcia Lisboa, titular da vara, citando o objetivo da Lei Maria da Penha. A juíza-auxiliar da unidade, Eliene Simone Oliveira, também participou das atividades. A lei, sancionada em agosto de 2006, cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

A 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher está localizada nos Barris, próximo à Biblioteca Central, na rua Conselheiro Spínola. Mulheres que se sintam em situação de vulnerabilidade também podem procurar ajuda através do número 180, o disk denúncia da Central de Atendimento à Mulher.

ATIVISMO

Neste ano, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia participará da campanha mundial 16 Dias de Ativismo: pelo fim da violência contra as mulheres, que acontece no dia da 30 de novembro na Praça de Serviços do Tribunal de Justiça.

Desenvolvida pelo Center for Women's Global Leadership (Centro para a Liderança Global das Mulheres, em português) desde 1991, a campanha conquistou espaço na sociedade brasileira, com o apoio de órgãos públicos, empresas privadas e organizações não governamentais, principalmente por grupos feministas e de direitos humanos.

A Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar vai promover apresentações culturais e palestras, com a finalidade de orientar as mulheres sobre os direitos e a legislação vigentes. O Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher do Ministério Público (GEDEM), o Núcleo Especializado na Defesa da Mulher, da Defensoria Pública, e o Centro de Referência Loreta Valadares, também participam da iniciativa.
Na foto as Juízas Marcia Lisboa e Eliene Simone oliveira
Texto: Fernanda Magalhães / Fotos: Nei Pinto

Mutirão: Vara da Violência Doméstica Contra a Mulher realiza 300 audiências
Qua, 16 de Novembro de 2011 17:20


Matéria cedida gentilmente por Sandra Evangelista (Adv. CRM)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

NOTA DE REPÚDIO

A Bahia tem assistido, nos últimos dias, seja pela televisão ou pelos jornais, aos capítulos de uma novela que aflige a população: o aumento da violência. As ocorrências tem tido aumento significativo principalmente nos casos de violência doméstica e familiar, quando da morte de mulheres por seus companheiros possessivos, em decorrência de uma cultura patriarcal/machista.

O cenário é preocupante. A Bahia, em particular, encontra-se no ranking da primeira posição em violência contra as mulheres em todo o país. A segurança pública não é um problema isolado da pessoa ou da família de quem sofre a violência, mas de toda comunidade.

Ciente do ocorrido em nossa cidade (Senhor do Bonfim-BA), concernente à morte de Marcia Regina, 27 anos, morta por seu companheiro João Macedo, no último dia 29, o Centro de Referência da Mulher externa à família enlutada suas mais sentidas condolências, ao tempo que conclama aos poderes públicos que atendam aos apelos da sociedade no sentido de criar políticas de segurança pública, principalmente àquelas que beneficiam as classes mais fragilizadas de forma que protejam as famílias e ajudem no desenvolvimento de suas potencialidades, das heranças políticas e familiares e que garantam o fortalecimento de toda a sociedade.

A criação de organismos de política para as mulheres é um incentivo do Governo Federal, do Governo do Estado da Bahia e se acha fortalecido pelo conclame da sociedade civil organizada quando do I Seminário de Mobilização do Piemonte Norte do Itapicuru em 25 e 26 de julho de 2011, que através das propostas apresentadas, teve por unanimidade a recomendação da implantação destes organismos em todos os municípios representados pelo Território do Piemonte Norte do Itapicuru, como: as Secretarias de Políticas para as Mulheres, as Delegacias Especializadas, os Núcleos de Atendimento às Mulheres e os Conselhos dos Direitos das Mulheres.

À sociedade civil conclamamos a real participação nos espaços de discussão. Não podemos ficar omissos: a violência é problema de todos nós;

Às vítimas incentivamos a buscar ajuda. Na maioria das vezes as vítimas se condicionam à agressão. Acham “normal”, tem vergonha ou preconceito.

Passos para quem precisa de ajuda:

• Quebrar o silêncio e o preconceito pessoal;

• Perder o medo e a vergonha;

• Buscar a ajuda de pessoas mais próximas e confiáveis (Parentes, Centro de Referência da Mulher, Polícia, Agentes Comunitários, pastores, padres; OAB, Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacia de Polícia...)

• Há suficiente legislação para justificar qualquer atitude contra a violência. Mas é necessária uma postura ativa da vítima, pois a maioria dos atos agressivos só existe sob o manto do silêncio e da discrição.

• A violência é problema de todos nós. Portanto, resta a busca do elo entre a lei e a efetiva cessação dos atos violentos. Esse elo só pode ser formado se ninguém ficar omisso.

• A luta é de todos e não só das vítimas;

• Lute pela sua dignidade

• Não tenha medo nem receio de conquistar sua dignidade ou ajudar o próximo nesse desafio. Ela é assegurada pela lei, mas há um elo que depende de cada um que está diante da violência.

Lembre-se: Quem desperta para a necessidade de uma vida digna não pode desistir!

Procure o Centro de Referência da Mulher.

O CENTRO DE REFERÊNCIA DA MULHER localiza-se na Praça Juracy Magalhães, 06, Centro – ao lado da Catedral . Tel.: (74) 3541- 9300 email: crmms2010@hotmail.com


Porque toda mulher é mulher de verdade!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Co-Dependência: Amor ou Maldição?‏

A entrega incondicional na relação amorosa desde há muito que se tornou um arquétipo universal, cantado pelos poetas, empolado nos romances e ilustrado no cinema ou no teatro em cenas dramáticas que comove a todos nós, tal é o nosso desejo de sermos assolados por um  sentimento amoroso tão avassalador. Na realidade, a entrega sem limites ao outro tem consequências nefastas para o próprio e revela diversas fragilidades justificadas pela intensidade do sentimento amoroso.Gradualmente a pessoa anula-se na relação para poder servir os interesses da pessoa amada, funde-se com ela chegando mesmo a perder a sua própria identidade, enquanto reclama não sentir da outra parte o mesmo empenho e devoção. A organização da vida de alguém em torno da pessoa amada ao ponto de tornar inconcebível a sua existência sem o outro é uma forma de dependência semelhante à dependência de drogas ou álcool, cujo carácter destrutivo requer tratamento e prevenção. Desde o final dos anos 70 que surgiu no meio da psicoterapia o conceito de co-dependência inicialmente usado para descrever as pessoas cuja vida era afetada por alguém dependente de drogas ou álcool. Este conceito teve origem nos Alcoólicos Anónimos que organizaram grupos de auto-ajuda para apoiar os cônjuges de pessoas dependentes do álcool, os Al-Anon. Estas pessoas eram caracterizadas por procurarem relações com pessoas dependentes de substâncias na medida que estas suscitariam comportamentos co-dependentes. Estes comportamentos incluíam uma enorme reatividade, necessidade permanente de controle do outro, baixa auto-estima e esvaziamento emocional da pessoa co-dependente. Este conceito rapidamente se alargou a  pessoas que estabelecem relações em que ficam obsessivas em controlar o comportamento do outro, esquecendo-se de si próprias e do que as terá levado a agir desta forma. As pessoas co-dependentes sentem-se incompletas sem o parceiro(a). Têm pouco amor-próprio, são muito auto-críticas e sentem-se magoadas facilmente. Por estas razões os co-dependentes são muito reativos às atitudes e comportamentos do outro, têm dificuldades em expressar certo tipo de sentimentos em que julgam ficar demasiado expostos ou vulneráveis. Por consequência, estas pessoas têm dificuldade em pedir ajuda, em reconhecer os seus erros e olhar para as suas feridas. Tudo porque têm medo de perder o controle. O controle sobre si próprias que é assim assegurado através do controle do outro. Os co-dependentes tentam reforçar a sua auto-estima ajudando os outros a resolver os seus problemas, nem que para isso tenham de comprometer a sua integridade e os seus valores. Os co-dependentes têm dificuldade em dizer não, têm relações sexuais sem vontade, despendem demasiado tempo a dizer que tudo vai bem. Numa fase inicial, os co-dependentes dedicam-se a tentar “salvar o outro”, zelando quase religiosamente pelos seus interesses, tomando para si a responsabilidade das suas ações, pensando por eles, sofrendo as consequências do seu comportamento. Posteriormente, os co-dependentes zangam-se com os outros pela falta de gratidão e reconhecimento, chegando ao ponto de sentir uma raiva incontrolável sobre os outros e sobre si próprios. Este ciclo deixa a pessoa co-dependente ainda mais frágil porque deu tudo e afinal não mudou nada. Na verdade, a pessoa co-dependente ajuda o outro a perpetuar os seus problemas e a desresponsabilizar-se dos seus atos. Quando estas relações atingem um ponto de  ruptura, a pessoa co-dependente tende a procurar outra pessoa problemática para dar início a um novo ciclo. 
A recuperação da co-dependência inicia-se pela tomada de consciência de que a pessoa precisa de centrar-se em si mesma, desprendendo-se da adição ao outro, procurando ajuda para identificar as suas vulnerabilidades e os vazios que tenta preencher através da dedicação aos outros. Quando as pessoas começam a gostar de si mesmas, a cuidar das suas feridas e a sará-las, quando aprendem a expressar os seus sentimentos e necessidades de forma adequada, as pessoas ganham noção dos seus limites e ganham perspectiva sobre si próprias.
Quando as pessoas gostam de si mesmas vão tender a procurar pessoas que as valorizem e respeitem pelo o que elas são. O ciclo da co-dependência pode ser interrompido e desfeito quando a pessoa co-dependente compreende que a resolução do seu problema reside em si próprio. Reside em tomar responsabilidade por si, tomar conta da sua vida e assim ficar disponível para poder verdadeiramente amar.
Sugestão de leituras sobre este tema:
“Vencer a Co-Dependência – Como Deixar de Controlar os Outros e Cuidar de Si”, Melody Beattie, Sinais de Fogo, “Mulheres que Amam Demais”, Robin Norwood, Sinais de Fogo  

Por Rui Ferreira Nunes | Janeiro 21, 2009

Matéria cedida gentilmente por Sandra Virgínia P. Evangelista

Secretaria de Políticas para Mulheres considera campanha com Gisele Bundchen sexista e pede sua suspensão

Propaganda reforça estereótipo da mulher como objeto sexual, diz secretaria; para Hope, filmes mostram cotidiano bem humorado dos casais
A Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), da Presidência da República, pediu a suspensão da campanha "Hope ensina", estrelada pela modelo Gisele Bündchen. Na campanha, as situações apontadas como corretas são as que a modelo aparece vestindo apenas calcinha e sutiã.
"'Hope ensina' é a campanha da empresa que 'ensina' como a sensualidade pode deixar qualquer homem 'derretido'. Nela, a modelo Gisele Bundchen estimula as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu 'charme' (exposição do corpo e insinuações) para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano", informou a secretaria em comunicado.
Para a secretaria, "a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os arts. 1° e 5° da Constituição Federal."
Segundo a secretaria, ainda, desde que foi ao ar, dia 20, a ouvidoria da SPM, recebeu reclamações a respeito da propaganda e enviou ofícios ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), pedindo a suspensão da propaganda e outro, ao diretor na Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.
Em nota oficial, a Hope diz que "a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. E que utilizando uma lingerie Hope seu poder de convencimento será ainda maior."
"Foi exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher que utilizamos a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente. Gisele está ali para evidenciar que todas as situações apresentadas na campanha são brincadeiras, piadas do dia-a-dia, e em hipótese alguma devem ser tomadas como depreciativas da figura feminina. Seria absurdo se nós, que vivemos da preferência das mulheres, tomássemos qualquer atitude que desvalorizasse nosso público consumidor", informou a nota, assinada pela diretora Sandra Chayo.

"No caso Gisele, a censurada fui eu", diz ministra Iriny Lopes

Em entrevista ao iG, Iriny se defende de polêmica e também conta como deu ao marido a noticia de que havia batido seu carro.
Nesta quinta-feira, o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) vai avaliar se tira ou não do ar a propaganda da Hope com a modelo Gisele Bündchen. Autora da polêmica representação contra a peça de publicidade, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, rejeitou o título de censora e disse ao iG que, nesse episódio, a verdadeira censurada foi ela.
De acordo com a ministra, a polêmica em torno do tema foi desproporcional, e ela só utilizou uma ferramenta do “Estado democrático de Direito” para que o Conar julgue se a propaganda colocava ou não a mulher numa posição de subalternidade.

“O mérito do debate não foi feito. As pessoas podem concordar ou discordar da nossa opinião (...) ao invés disso optaram por um viés de discussão se é ou não censura. Eu, na verdade, me senti censurada”, disse.
Fazendo referência à propaganda de Gisele, na qual a modelo usa só calcinha e sutiã para dar notícias ruins ao marido, a ministra disse que já bateu o carro de seu companheiro e ensinou o jeito “correto” de se dar esse tipo de notícia.
A ministra também defendeu uma menor erotização da mulher nas propagandas brasileiras, mas garantiu que sua reação à campanha da Hope nada tem a ver com a beleza de Gisele Bündchen. “Isso não é argumento (...) poderia ser qualquer modelo”.

Conar decide arquivar processo contra Hope

Estereótipos presentes na campanha com Gisele Bündchen não desmerecem a condição feminina, diz órgão
Em reunião realizada nesta quinta-feira, o relator do caso considerou que “os estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina”. A Hope, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a decisão foi 100% favorável à empresa.
A autora da representação contra a peça publicitária, criada pela Giovanni+DraftFCB, foi a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes. Em entrevista exclusiva ao iG, a ministra disse que a polêmica em torno do tema foi desproporcional.
A Secretaria pediu a suspensão da campanha, por considerá-la sexista. Em nota, a Secretaria afirmou que não vai recorrer da decisão e que o fato de o caso ter sido analisado pelo Conselho de Ética do órgão representa “importante avanço”. “O Conselho de Ética do Conar opera com o princípio da admissibilidade. Assim, ao levar a representação a julgamento admitiu a importância do debate”, diz o texto.
“Um dos papéis da SPM, estabelecido no Capítulo 8 do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, é justamente o combate aos estereótipos”, diz a secretaria. Na propaganda, Gisele usa só calcinha e sutiã para dar notícias ruins ao marido.

Matéria cedida gentilmentepor Sandra Virgínea (Advogada CRM)

sábado, 8 de outubro de 2011

AGRADECIMENTOS





Agradecimento

 A Rede de Aten ção à Mulher agradece e parabeniza a participação das instituições na  2ª Conferência Municipal de Políticas para  as Mulheres, ao tempo que as convida para, junt@s, promoverem a equidade entre os sexos e a autonomia das mulheres, eliminando as disparidades entre  todos os níveis de ascensão e poder.
                                                                                         
   Saudações feministas!
                                                           
 Senhor do Bonfim, 07 de Outubro de 2011

  • FORAM 270 PESSOA PRESENTES
  • 36 INSTITUIÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS
  • 24 INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
  • 02 APRESENTAÇÕES TEATRAIS
  • 63 DELEGAD@AS INSCRITOS
  •  E MUITA DISCUSSÃO
Por: Maria José

    sexta-feira, 30 de setembro de 2011

    2ª Conferência Municipal de Política para as Mulheres aponta caminhos para mudanças

     Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim
    Praça Juracy Magalhães, 126 – Telefax (74) 3541-4513 / 3541-8329
    CNPJ Nº 13.988.308/0001-39
    CEP 48.970-0005/72009 – www.senhordobonfim.ba.gov.br – Senhor do Bonfim – BA
    29/09/11

    Inserção e autonomia:
    A 2ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres resultou em importantes propostas nesta quinta-feira (29). Cerca de 270 pessoas, entre representantes da sociedade civil e do Poder Público participaram da nova rodada de debates que visaram de forma ampla propor metas de desenvolvimento de políticas públicas para as mulheres.

    Os objetivos principais desta plenária que ocorreu na Câmara de Vereadores de Senhor do Bonfim se referem a três pontos principais: a inserção das mulheres na política baiana; o enfrentamento à violência contra o gênero e a formação do 3º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

    Com o tema: Participação de Todas na Construção da Igualdade Social e de Gênero, a 2ª Conferência Municipal apontou a necessidade de propostas sobre os seguintes eixos: Autonomia e Desenvolvimento Sustentável; Educação Inclusiva; Saúde das Mulheres e Direitos Sexuais Reprodutivos; Enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres; Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão; Cultura, Comunicação e Mídia.
    Resultados múltiplos – Maria José Canário, coordenadora do Centro de Referência da Mulher (Mãe Sulinha) ressaltou algumas das principais propostas levantadas pelos congressistas que se relacionam a muitos setores sociais, tais como Saúde, Cultura e Política: “Propomos: dar autonomia às mulheres no direcionamento do IGB –Bolsa Família; dar atenção à prevenção do câncer de mama e ao aborto inseguro; reduzir a mortalidade da população feminina pelo câncer cérvico-uterino e o câncer de mama. Sugerimos também: trazer a Delegacia da Mulher para o município e programas de reeducação dos agressores; criar alianças partidárias femininas; supervisionar e coibir em eventos públicos músicas que depreciam a imagem das mulheres; promover mudanças culturais a partir de atividades igualitárias e valores éticos; estimular a participação das mulheres nos poderes Legislativo e Executivo, entre outras”.

    Outras resoluções – Além disso, dos 60 delegada(o)s que foram eleitos na 1ª Conferência Municipal, 19 nomes foram sugeridas para representar o município na Conferência Territorial (com data e local a definir). Os 19 delegados são compostos por membros da sociedade civil (12) e do Poder Público (07).

    O evento – A 2ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres contou com o incentivo do Governo Cuidando da Nossa Gente. O evento foi coordenado pela Secretaria de Assistência Social (Semas), através do Centro de Referência Mãe Sulinha e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

    Na abertura houve apresentação das mulheres do Samba de Lata de Tijuaçu e da cantora Natalie Freitas. Presenciaram o evento o vice-prefeito de Senhor do Bonfim Aurélio Soares, representando o prefeito Paulo Machado, os secretários de governo Riana de Oliveira (Cultura), Auzeneide Nunes (Infraestrutura), Andreilto Almeida (Meio Ambiente), além da presidente do Conselho da Mulher de Senhor do Bonfim Neide Bezerra, da assessora- chefe da Semas Adriana Lima, que representou a secretária Fátima Brasileiro, Marly Carvalho, gerente da pasta de Proteção Especial de Juazeiro, que também fez uma belíssima palestra, Bernadedth Rocha, coordenadora do Território Piemonte Norte do Itapicuru, entre outras autoridades.

     




    Governo Cuidando da Nossa Gente Assessoria de Comunicação