sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prefeitura de Andorinha torna-se parceira do CRM

O Centro de Referência da Mulher realizou na data de ontem (16/12/2010) uma reunião com o Prefeito Municipal da cidade de Andorinha. A pequenina cidade com pouco mais de 20 mil habitantes situa-se ao norte do Estado da Bahia e ao leste da cidade pólo Senhor do Bonfim a distancia de 30 km.
O objetivo do encontro foi articular com o Prefeito, o Sr. Agileu a parceria daquela prefeitura com o CRM no sentido de conveniar as políticas de Gênero no âmbito do Território. “A reunião foi bastante proveitosa e saímos de lá com o êxito esperado”, disse a coordenadora do CRM, a Srª Maria José Canário. “Agora vamos articular uma agenda de visitas com outros municípios para agarinhar mais parcerias”, concluiu.

O CRM é um serviço público voltado para atenção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Está sediado à Rua Dr. José Gonçalves, 06 – Centro e atende a mulheres vítimas de violência do Território de Identidade do Piemonte Norte do Itapicuru.

Comissão estende Lei Maria da Penha á namorada agredida

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui namoradas e ex-namoradas sob a proteção da Lei Maria da Penha, que criminaliza a violência doméstica contra as mulheres. Caso não haja recurso, a proposta seguirá para análise do Senado.

Segundo a autora do projeto, a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), os tribunais não têm reconhecido a relação do namoro como protegida pela lei, reconhecendo apenas as uniões formais. "O Legislativo não pode se quedar inerte diante dessa interpretação da lei, que beneficia determinado grupo de agressores, qual seja: namorados e ex-namorados", diz Elcione ao justificar o projeto.

A reportagem do Estadão lembra que, em março de 2009, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia decidido que a Lei Maria da Penha poderia ser aplicada a relações de namoro, independentemente de o casal viver junto. A decisão da ministra Laurita Vaz determinou, no entanto, que cada caso precisaria ser analisado individualmente.

Caso Eliza

Em outubro de 2009, a Justiça negou proteção a Eliza Samudio, por considerar que a jovem não mantinha relações afetivas com o goleiro Bruno Fernandes. Em dezembro de 2010, Bruno foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado e constrangimento ilegal cometidos contra Eliza, que continua desaparecida até hoje.


16 de dezembro de 2010
Texto extraído do site Agência Patrícia Galvão e Folha de S.Paulo/O Estado de S. Paulo (cedido gentilmente por Nadhiany Vieira - Rececionista CR)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Centro de Referência da Mulher realiza seu I Simpósio em políticas de gênero

Ontem, (dia 07/12/2010) o Centro de Referência da Mulher realizou seu primeiro simpósio territorial no âmbito da política de gênero. O evento teve por objetivo a articulação e o fortalecimento das políticas de gênero, bem como a reivindicar do território a pactuação na continuidade, manutenção e sustentação dos trabalhos desenvolvidos pelo CRM para o ano de 2011. Agora, cabe aos municípios do TIPNI assegurar e legitimar o CRM como uma política de território. O próximo evento deverá ser realizado em outro município para dá visibilidade e garantir a participação efetiva da comunidade Itapicuruense nas ações do CRM.

O evento aconteceu na Câmara de Vereadores de Senhor do Bonfim e contou com representações de nove municípios. Com exceção de Ponto Novo todos os outros municípios compareceram inclusive a “parceira” Itiúba. “A participação e representatividade governamental dos municípios no simpósio associado ao rateio das despesas do evento é um forte indício de que os municípios estão dispostos a assumirem um compromisso com a política das mulheres”, disse a coordenadora do Centro de Referência expressando toda a felicidade do sucesso do evento. “Estou feliz - desabafou - com a sensação de dever de cumprido. Finalizo o ano de 2010 fechando o plano de trabalho do CRM com todas as metas realizadas. Deixo para 2011 o espólio de 2010: colhei o pomo porque a safra está pronta”, externou.

O CRM, inaugurada em 21 de julho/2010 já atendeu 89 casos novos e fez 183 atendimentos. Os casos são decorrentes de todos os municípios com exceção de Ponto Novo. 90% dos casos atendidos decorrem de violência física seguidos de violência psicológica, patrimonial e sexual. Tanto a idade dos agressores quanto das vítimas varia de 20 e 40 anos. 80% das agredidas são independentes financeiramente e 90% dos casos a agressão parte de companheiros ou ex-companheiros.

Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

Até o ano de 2002, a base do Programa Nacional de Combate à Violência contra a mulher, sob a gerência da Secretaria de Estado de Direitos da Mulher (SEDIM), do Governo Federal, era o apoio à construção de Casas Abrigo e à criação de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM). Com a criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), no primeiro ano do Governo Lula, em 2003 e com o início da formulação da Política Nacional de Enfrentamento, as ações mudaram de foco.

Com o objetivo de colocar as novas diretrizes em prática, em 2004, o Estado passou a promover a criação de novos serviços (como os Centros de Referência, as Defensorias da Mulher) e a propor a construção de redes de atendimento para assistência às mulheres, em todo o país. Ficou firmado o Pacto.

O Pacto é uma estratégia de gestão que orienta a execução das políticas de prevenção e combate à violência contra as mulheres, garantindo a assistência e preservação de seus direitos”.

No total, 24 estados brasileiros já aderiram à iniciativa, exceto Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A proposta é organizar as ações com base na Implementação da Lei Maria da Penha e Fortalecimento dos Serviços Especializados de Atendimento, Proteção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos e Implementação do Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Aids, Combate à Exploração Sexual e ao Tráfico de Mulheres e Promoção dos Direitos Humanos das Mulheres em Situação de Prisão.
Reconhecimento

Atualmente existem 889 serviços especializados, sendo:

 464 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher,

 165 Centros de Referência de Atendimento à Mulher,

 72 Casas-Abrigo, 58 Defensorias Especializadas,

 21 Promotorias Especializadas, e

 12 serviços de responsabilização e educação do agressor.

No que se refere à Justiça, foram criados, após a promulgação da Lei Maria da Penha:

• 89 juizados especializados/varas adaptados de violência doméstica e familiar.
Construindo indicadores

 Observatório;

 Central de Atendimento à Mulher - 180

A partir de uma análise realizada no mês de julho de 2007, quando a Central registrou 20.385 ligações, foi possível obter, por exemplo, os seguintes dados:

 94% dos registros eram relacionados à violência doméstica e familiar;

 73% das denúncias eram causados por violência praticada pelo cônjuge;

 80% das vítimas de violência relataram ter filhos;

 59% informaram que a freqüência com que a violência ocorre é diária;

 57% dos registros informaram que os agressores utilizam entorpecentes;

 70% alegaram estar correndo risco de espancamento ou morte.

Além da visibilidade, o Pacto assegurou, no Plano Plurianual (PPA) 2008-2011:

• R$ 1 bilhão para o investimento em ações sob a coordenação da SPM.

 Na Bahia, os projetos de enfrentamento envolveram R$ 4,6 milhões para instalação de centros de referência, núcleos de atendimento e casas de passagem.

BAHIA

O estado também conta com a Rede Estadual de Atenção à Mulher, implantada em 15 territórios de identidade, onde foram instalados:

 22 Centros de Referência (CR’s),

 15 Delegacias Especializadas,

 01 Centro de Abortamento Legal,

 02 Juizados Especiais,

 01 Núcleo da Defensoria Pública, e

 01 Casa-Abrigo.

Senhor do Bonfim (Território Piemonte Norte do Itapicuru)

 Pode-se dizer que houve avanços no principal objetivo da Política Nacional: enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres, a partir de uma perspectiva de gênero e de uma visão integral do fenômeno. Senhor do Bonfim, por ser um dos 22 municípios da Bahia que possui Centro de Referência da Mulher, sendo o único do norte da Bahia, recebeu no último dia 25 de novembro do ano em curso (2010), um veículo “eco sport “ que será utilizado no apoio ao trabalho frutuoso que vem sendo desenvolvido em apoio às mulheres vítimas de violência. Este centro, coordenado por Maria José Ferreira Alves, conta com psicólogas, Assistente Social e Advogada e vem contribuindo de forma significativa com a luta de libertação das mulheres desde janeiro deste ano, inaugurado em julho, está sediado À Rua Juracy Magalhães, 06 – Centro. Funcionas das segundas às sextas-feiras das 8h às 12h e das 13h30minh às 17h30h.

Por isso, deve-se investir em ações preventivas e educativas que modifiquem comportamentos e padrões culturais machistas e assegurar o cumprimento da Lei Maria da Penha - que ineditamente criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Por Maria José Ferreira Alves
Coordenadora do CRM

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lei Maria da Penha é debatida em Salvador

A 1ª vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria José Sales Pereira, participou na manhã de 25 de novembro de 2010 de audiência pública na Câmara Municipal de Salvador, no Plenário Cosme de Farias, onde foi debatido o tema "O agressor na perspectiva da Lei Maria da Penha".

A audiência integra parte da Campanha Mundial dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos. A iniciativa do evento foi da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal, que é presidida pela vereadora Tia Eron.

O período de 25 de novembro a 10 de dezembro foi escolhido como foco de ação da Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres por englobar quatro datas de luta pela erradicação da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos.

No Brasil, a Campanha começa mais cedo e inclui o 20 de novembro, para destacar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

As datas são as seguintes:
  • 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra;
  • 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres;
  • 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids; 6 de dezembro, Massacre de Mulheres de Montreal; e
  • 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Texto: Ascom TJBA / Fotos: Nei Pinto
Retirado do site do TJ/BA

Matéria cedida gentilmente por Sandra Virgínia P. Evangelista
Advogada CRM



sábado, 27 de novembro de 2010

CTRM é contemplado com veículo neste 25 de novembro

O Centro territorial de Referência da Mulher "Mãe Sulinha", através da Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim/BA, é contemplado neste 25 de novembro com um veículo Ecosport de Placa NTN 3221. A doação tem por objetivo auxiliar nas políticas de enfrentamento à violência de gênero e está destinado ao uso exclusivo em serviço.

A ceremonia aconteceu no Hotel Fiesta em Salvador nesta última quinta-feira, dia 25/11/2010 à 16:30min. Fizeram-se presentes no evento vinte e duas (26 ) representantes de Estado de todo o Brasil, acrescido das presenças do Governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner e a Ministra Nilcéia Freire. Também estava presente Harold Robinsom, representante das Nações Unidas dos Direitos Humanos.

Durante o ato ceremonial, a Secretária Nacional de Política para a Mulheres, Maria Aparecida, apresentou o Balanço Geral da pasta e disse que o Brasil cresceu 161% nos 8 anos do Goveno Lula no avanço a estas políticas.

Senhor do Bonfim faz parte desta estatística e tem a honra de ser parte. Tanto assim é, que acaba de receber um veículo Ecosport plotado de placa policial NTN 3221 para uso exclusivo do Centro de Referência da Mulher.

Duante o evento foi prouzido plano de trabalho para o ano e 2011. A coordenadora do Centro de Referência da Mulher - Mãe Sulinha - a senhora Maria José Ferreira Alves, apresentou o plano de Ação confecionado.

Nós que compomos a equipe CRM estamos felizes e agradecemos a todas as pessoas que de forma direta e indireta nos ajudaram e continuam lutando pelo fim da violência contra as mulheres.

Parabéns, Bonfim! Parabéns mulheres de todos os municípios do Território Piemonte Norte do Itapicru.

Nós temos o direito de sermos donas de nossas próprias vidas!








Eliminar a violência contra as mulheres é foco deste 25 de novembro

Casamentos forçados, mutilação genital, abuso e violência sexual, alvo do tráfico de pessoas para exploração sexual, agressões verbais, morais e físicas. Estas são algumas das situações vividas por mulheres, desde meninas até a idade adulta, em vários países, continentes e culturas. Para a Anistia Internacional a causa para essa violência é única: a simples discriminação por ser Mulher!

Por causa desta realidade geral e de casos específicos como o das três irmãs Mirabal, ativistas políticas da República Dominicana, que foram assassinadas por ordem do então governo autoritário de Rafael Trujillo, em 1961, é que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1999, o Dia Internacional da eliminação da violência contra a mulher, celebrado em 25 de novembro.

A data é uma oportunidade para que organizações sociais, movimentos e demais entidades em todo o planeta realizem atos para dizer Não à Violência de gênero e conscientizar a população sobre esta violação - e porque não perseguição - de direitos.

Para a Agência das Nações Unidas para educação, ciência e cultura, Unesco, a violência contra mulheres já atingiu "proporções epidêmicas", uma vez que já foi constatado que uma em cada três mulheres no mundo, já foi vítima de agressão física, de maus tratos ou manteve relações sexuais forçadas. A diretora geral da Unesco, Irina Botoava, declarou que este tipo de violência é uma "violação inadmissível" dos direitos e liberdades fundamentais das mulheres.

Para celebrar a data neste ano, a Unesco elaborou uma semana de eventos em diversos países. Na França, país sede da agência, haverá uma conferência com a temática "A mulher, a água e o desenvolvimento sustentável na África".

No Chile, a Anistia Internacional convocou os meios de comunicação do país para participarem do ato público "Os direitos das mulheres são direitos humanos", que aconteceu na República com Salvador Sanfuentes, no Metrô República. Durante o ato público foram realizadas mesas de discussão abordando temas como violência intrafamiliar, mulheres em conflitos armados, direitos sexuais e reprodutivos e a situação das mulheres migrantes.

Estima-se que 35% das mulheres chilenas sofram violência dentro da família e, a cada semana, pelo menos uma delas é assassinada por seus companheiros ou ex-companheiros. Já no México, a violência contra as mulheres, entre 15 e 44 anos, tem causado mais mortes e deficiências do que o câncer, a malária, os acidentes automobilísticos e a guerra juntos, segundo estimou o Banco Mundial.

A diretora do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, Unifem, para o México, América Central, Cuba e República Dominicana, Ana Güezmez García, afirmou que, de 135 países sem guerra, o México encabeça a lista em matéria de feminicídios.

No Brasil, o Dia Internacional da eliminação da violência contra a mulher será celebrado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Governo Federal, na cidade de Salvador, na Bahia. Segundo dados da instituição, o serviço especializado para mulheres no país aumentou em 161%, nos últimos 7 anos, mas, ainda são poucos os serviços de responsabilização e educação do agressor, com apenas 12 unidades para atender todo o país.

Para ressaltar a maneira como as mulheres são tratadas, a diretora da Unifem recordou que dois terços da população analfabeta no planeta, é composta por mulheres. Elas ainda fazem parte dos 70% de pessoas que sobrevivem com menos de um dólar por dia. A população feminina também recebe uma remuneração de 20 à 50% menor que a dos homens, e são também as mulheres os principais alvos do tráfico de seres humanos, representando 79% das vítimas deste crime.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dia Internacional pela Não Violência Contra a Mulher

Dia 25 de novembro será marcado por grande show e ato público de reafirmação do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres

No dia 25 de novembro é celebrado o Dia Internacional pela Não Violência Contra a Mulher. Este ano, Salvador será palco da programação nacional, realizada pelo governo federal, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (SEPROMI). A programação em celebração à data terá início às 16h, no Hotel Fiesta (Itaigara), quando os governos federal e estadual reafirmarão o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, pautado pelo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM), que definiu o Estado como o principal responsável no enfrentamento daquele tipo de violência.

Durante a solenidade, a ministra da SPM, Nilcéa Freire, apresentará um balanço sobre os avanços promovidos pelo governo federal, em parceria com os governos estaduais, até o momento. Vinte e quatro estados brasileiros já aderiram ao Pacto, exceto os do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “A violência contra as mulheres não é apenas uma questão das mulheres, mas sim de toda a sociedade. Com o Pacto, os governos federal, estaduais e municipais têm responsabilidade pública no enfrentamento a essa violência”, disse Nilcéa Freire.

Na ocasião, serão entregues, pelo governador Jaques Wagner, 22 carros para prefeituras de municípios baianos para auxiliar no combate à violência de gênero. Estarão presentes autoridades locais e nacionais.

Rede de Atendimento - Dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres revelam que o número de serviços especializados aumentou em 161% no período entre 2003 e 2010. Atualmente, existem 889 serviços especializados - 464 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, 165 Centros de Referência de Atendimento à Mulher, 72 Casas-Abrigo, 58 Defensorias Especializadas, 21 Promotorias Especializadas, e 12 serviços de responsabilização e educação do agressor. No que se refere à Justiça, foram criados - após a promulgação da Lei Maria da Penha - 89 juizados especializados/varas adaptadas de violência doméstica e familiar. É importante notar que, além da criação, muitos recursos têm sido investidos para o/a reaparelhamento/reforma das Delegacias Especializadas, de Centros de Referência de Atendimento à Mulher e de Casas-Abrigo.

"Por Uma Vida Sem Violência"- Como a música é uma poderosa força de engajamento, a celebração da data se encerra com o show "Por Uma Vida Sem Violência II", protagonizado pela cantora Margareth Menezes, na Concha Acústica do TCA, a partir das 18h30. A ideia é celebrar as conquistas e reafirmar a necessidade de uma evolução sociopolítica e cultural de valorização da mulher.

A abertura do evento fica por conta do grupo “A Mulherada”, “Samba de Moça” e de Tonho Matéria. Em seguida, será a vez da cantora Margareth Menezes abraçar esta causa. "Acho extremamente importante termos um dia mundial de não-violência contra a mulher porque isso é algo que precisa ser definitivamente extinto da sociedade. Qualquer tipo de violência é um absurdo.", afirma Maga, a diva do afropop. "É uma data que precisa mesmo ser lembrada. Eu, como artista, como mulher, me sinto muito honrada em ter sido convidada para me apresentar num evento dessa importância".

A primeira edição do ato show “Por Uma Vida Sem Violência” foi comemorada no dia 25 de novembro de 2007, no Canecão (RJ), em alusão a um ano da Lei Maria da Penha. As músicas tinham a mulher como tema. As estrelas da noite foram Alcione, Margareth Menezes, Elba Ramalho, Lenine, Vander Lee, Tony Platão, André Ramiro e Fred Milianti, Rosemary, dos grupos Moinho e As Chicas.

Assessoria de Comunicação - Secretaria de Politicas para as Mulheres